terça-feira, 22 de abril de 2008

Porque São Paulo não tem linhas circulares?

A estação Vila Madalena do Metrô fica nas bordas do bairro. Longe o suficiente para que muitos não tenham vontade de enfrentar as ladeiras da Vila para chegar o Metrô, mas perto o suficiente para ser interligada ao bairro inteiro através de uma linha circular.

A Vila Madalena teria muito a ganhar se um microônibus saísse da estação e desse uma volta pelo bairro, voltando à estação. Um coletivo que distribuísse os passageiros pela Vila ao mesmo tempo em que pega novos passageiros para o Metrô. Não apenas os moradores ficariam gratos, mas muitos dos freqüentadores dos bares, restaurantes e comércio da região Poderiam deixar seus carros em casa, ou em estações do Metrô em outras áreas da cidade.

Alguns anos atrás passei umas semanas no vilarejo de Cascais, perto de Lisboa, em Portugal. É quase como se fosse um bairro da capital, e servido pelo Comboio (trem) que vem de Lisboa. Ao chegar na estação o usuário pega um microônibus que circula por todo o lugarejo, mais ou menos do tamanho da Vila Madalena, e retorna à estação. Parte da estação com passageiros que chegaram no trem. Retorna para a estação com passageiros para o trem. Muito eficiente.

Porque não temos isso em São Paulo? Se conseguiria ampliar muito o alcance do Metrô com redução importante no uso de carros.

Isto daria mais qualidade de vida aos paulistanos. Candidatos a vereador e a prefeito, olha uma idéia no ar. Pela qualidade da Vila.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Banda Jazzco no Magnólia Bar

Quarta-feira 09 de abril às 22hs, haverá uma apresentação no Magnólia Villa Bar com composições e arranjos próprios, que os próprios músicos da Banda Jazzco denominam como “Jazz Brasileiro”.

Uma música instrumental com o suingue brasileiro.


Magnólia Villa Bar - São Paulo

Rua Marco Aurélio 884 – Vila Romana/Lapa

Próximo a Av Heitor Penteado/R. Aurélia(1° farol)

Couvert R$14,00(com reserva R$12,00)

Fone: 3463-4994 ou 3863-9296

www.magnoliabar.com.br

domingo, 9 de março de 2008

domingo, 2 de março de 2008

O melancólico fim do Sacolão da Vila Madalena

Pouco mais de dez anos de sua inauguração, ainda como "Hortifruti Pinheiros", o Sacolão da Vila Madalena chega a um triste fim. Neste domingo, já definhando, dava para ver as pessoas retirando coisas e flores.

O Sacolão da Vila já foi cenário de novela, inaugurou o sushi na região e foi palco de muita balada. Mas. aos poucos, foi sendo esquecido. A Vila é dinâmica, abrem novos points todos os dias e o Sacolão ficou sempre o mesmo, com cara de abandonado e sem um esforço de charme.

Uma pena. É um ícone que se vai. O ponto parece já ter sido comprado por um outro administrador de sacolão, que já tem um na Moutato Coelho. Vamos ficar na torcida de que o lugar volte a ser um dos bons botecos da Vila, de quebra, com muita variedade de frutas e verduras.

sábado, 1 de março de 2008

O lugar mais cool da cidade!!!

Frequentar a Vila Madalena é o passeio do paulistano. É como a Rambla de Barcelona, o Soho em Londres, o Quartier Latin em Paris e por ai vai. Toda metrópole contemporânea tem seu bairro cool. Nas noites quentes e Nos finais de semana milhares de pessoas vão para as ruas da Vila. Lotam bares, estacionamentos e enchem o ar com risos, luzes e vida. Para quem gosta de gente certamente não há lugar melhor, com seus bares, livrarias, teatros, cinemas e restaurantes. Com seus moradores extravagantes e suas ruas com nomes exóticos. "Me encontra na esquina da Harmonia com a Simpatia".

O problema é o dia seguinte, quando os moradores acordam e o pessoal das lojas chega. As ruas da Vila estão cheias de lixo. De garrafas jogadas e embalagens vazias. Os canteiros tem estranhos objetos disformes e coloridos brigando com o odor das flores. Subidas e decidas de cacos de vidro e cacas diversas.

Para os empresários da Vila é bom que ela seja cool. Mas isso pode acabar. Sujeira, barulho e desordem no trânsito pode afastar os clientes mais refinados e deixar a vila para os bandos que só vêm beber cerveja na rua e comer cachorro quente. Nada contar eles, mas a Vila não pode ser só isso.

Uma lição em qualquer lugar do mundo











A cidade japonesa e Aichi recebe milhares de estrangeiros, muitos vindos do Brasil. Por isso lembram nossos compatriotas, em bom português, como se comportar
no trânsito.

Não custa nada lembrar também os brasileiros que ficaram:

Você conhece as regras de trânsito japonesas?

■Regras básicas de trânsito


O número de acidentes de trânsito nesta província é grande e casos envolvendo estrangeiros, como autores ou vítimas, têm aume

ntado. Para evitar acidentes siga as regras básicas abaixo:

  • O pedestre deve transitar no lado direito, enquanto que o carro e a bicicleta no lado esquerdo.
  • Entre o carro e o pedestre, tem a preferência o pedestre.
  • Obedeça aos semáforos e às placas de trânsito.
  • Obedeça às ordens dos policiais.

■Regras básicas para pedestres


  • Na existência de calçada, ande sempre através dela.
  • Onde não há calçada, ande pelo lado direito da rua.
  • Ao atravessar uma rua, em sendo um cruzamento com semáforo, obedeça ao semáforo (semáforo para pedestres). Não existindo o semáforo, utilize a faixa de pedestre.
  • Ao atravessar uma rua, antes olhe bem para os lados direito e esquerdo, verifique se não há carros se aproximando, ou se os mesmos estão parados.
  • À noite, instale materiais refletores no vestuário ou use roupas de cores claras.


· Regras básicas para bicicletas

  • As bicicletas deverão trafegar pelo lado esquerdo da rua, formando uma única fila.
  • Poderá a bicicleta trafegar nas calçadas onde existem placas permitindo a sua passagem.
  • Evite andar de bicicleta em 2 pessoas, com o guarda-chuva aberto, dirigir com uma mão para segurar objetos com a outra.
  • Nas cancelas de trens, ou nas paradas obrigatórias, antes de atravessar, pare e confirme a segurança nos lados direito e esquerdo.
  • Num cruzamento com semáforo, transite obedecendo ao semáforo.
  • Em Aichi, tem acontecido muitos acidentes de trânsito envolvendo estrangeiros que dirigem bicicletas. Tome muito cuidado ao dirigir uma bicicleta para não acontecer acidentes.

■Regras básicas para o carro

  • É terminantemente proibido dirigir sem a carteira de motorista ou alcoolizado.
  • Obedeça às regras de trânsito, aos semáforos, às placas, aos sinais.
  • Para andar de carro, o motorista e os passageiros deverão usar o cinto de segurança. De motocicleta, use o capacete.
  • Crianças menores de 6 anos deverão usar a “cadeira para crianças” (child seat).
  • Nos locais onde placas ou sinais determinam as velocidades máximas, não é permitido ultrapassá-las.
  • No início da noite, procure acender logo as luzes do carro.
  • Evite o uso de telefone celular quando o carro estiver em movimento.
  • Tem acontecido muitos acidentes de trânsito envolvendo idosos. Ao avistar um idoso, dirija sendo gentil com ele.




domingo, 17 de fevereiro de 2008

Uma esquina, cinco minutos, 17 infrações de trânsito!

Dal Marcondes

Em um sábado de dezembro, ensolarado, a feira livre da Vila Madalena, com suas coloridas barracas de frutas e legumes atrai muita gente bonita. Gente de todas as idades que vai à feira em busca de boa comida ou simplesmente para passear, comer um pastel ou tomar um caldo de cana.

Depois de duas horas puxando o carrinho de feira, já repleto de mangas, cenouras, ovos e tudo o que um gourmet amador precisa para deliciar-se e aos amigos, eu e minha mulher, Ana Maria, resolvemos sentar em uma mesinha de calçada na esquina da Aspicuelta com Fradique. Pedir uma cerveja e curtir o sol, a paisagem e a companhia.

Em poucos minutos constatamos uma situação que certamente mostra como andam lado a lado o melhor e o pior das pessoas. E o que distancia muito os paulistanos dos cidadãos de cidades sobre as quais adoramos falar e elogiar. Em apenas cinco minutos pudemos constatar 17 infrações de trânsito em apenas uma esquina. Foram coisas como:

  • Estacionar sobre faixa de pedestre
  • Parar sobre a faixa quando o sinal fecha
  • Parar em fila dupla
  • Ultrapassar sinal vermelho
  • Estacionar em lugar proibido
  • Estacionar sobre a calçada
  • Fazer conversão proibida
  • Passar em velocidade incompatível com o locar

Em quase todos os carros (novos e vistosos) havia pessoas bonitas e bem nascidas. Gente que fora dos carros se parece muito com um cidadão de bem. Mas comportam-se no trânsito como vândalos certos da impunidade.

O pior é que as pessoas que caminham em volta não se dão conta de que estão tendo sua segurança sendo terrivelmente ameaçadas por pessoas que não merecem ter da sociedade a concessão do direito de utilizar um veículo.

A Vila será melhor se as regras básicas de trânsito e cidadania forem respeitadas.

*Dal Marcondes é jornalista, editor do Portal Envolverde, freqüenta a Vila desde os anos 70 e mora na Vila desde 1991.